Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Drummond
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Only you
We suffer everyday
What is it for
These crimes of illusion
Are fooling us all
And now I am weary
And I feel like I do
It's only you
Who can tear me apart
And it's only you
Who can turn my wooden heart
(...)
Portishead
What is it for
These crimes of illusion
Are fooling us all
And now I am weary
And I feel like I do
It's only you
Who can tear me apart
And it's only you
Who can turn my wooden heart
(...)
Portishead
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
auto questionamento
sempre quando algo me importa
fico me auto questionando em relação às minhas atitudes
que inveja do meu próprio desprendimento
e da minha maneira de lidar com as coisas
quando me sinto segura...
concluo, sem estar inovando em nada: sentir proporciona instabilidade, desequilibra.
fico me auto questionando em relação às minhas atitudes
que inveja do meu próprio desprendimento
e da minha maneira de lidar com as coisas
quando me sinto segura...
concluo, sem estar inovando em nada: sentir proporciona instabilidade, desequilibra.
domingo, 13 de dezembro de 2009
ser um
Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um
(Fernando Pessoa)
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um
(Fernando Pessoa)
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Não passou
Não passou
Passou?
Minúsculas eternidades
deglutidas por mínimos relógios
ressoam na mente cavernosa.
Não, ninguém morreu, ninguém foi infeliz.
A mão- a tua mão, nossas mãos-
rugosas, têm o antigo calor
de quando éramos vivos. Éramos?
Hoje somos mais vivos do que nunca.
Mentira, estarmos sós.
Nada, que eu sinta, passa realmente.
É tudo ilusão de ter passado.
(Carlos Drummond de Andrade)
Passou?
Minúsculas eternidades
deglutidas por mínimos relógios
ressoam na mente cavernosa.
Não, ninguém morreu, ninguém foi infeliz.
A mão- a tua mão, nossas mãos-
rugosas, têm o antigo calor
de quando éramos vivos. Éramos?
Hoje somos mais vivos do que nunca.
Mentira, estarmos sós.
Nada, que eu sinta, passa realmente.
É tudo ilusão de ter passado.
(Carlos Drummond de Andrade)
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
viver exige coragem
"O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem''
Guimarães Rosa
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem''
Guimarães Rosa
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