sinto-me renascendo
e como é bom escrever aqui não sobre uma inquietude afetiva.
a ansiedade é, desta vez, de outra natureza:
expectativa em relação ao futuro. expectativa de que as coisas que venho construindo "vinguem" e que a vida continue caminhando.
que eu dê conta.
é isso.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
comendo pelas beiradas.
(Enviado para mim por uma amiga querida, reli hoje)
A vida te obriga, meu caro. Te obriga a criar uma, duas, dez possibilidades. Te faz criar planos que dão errado. Traçar caminhos, e desenhar a rota de retorno em seguida. E você vai mudar de ideia, rever conceitos e desistir de sonhos. Porque parar no meio de uma estrada sem saber pra que lado ir é uma das situações mais comuns entre os seres pensantes. Tropeçar, caír, ralar joelhos, arranhar o orgulho também. E pode chorar, chorar de novo, diversas vezes. Porque eu sinceramente espero que não exista limite nem pra isso, e nem para as lamentações/risonhas aos bons amigos com copinhos cheios de cerveja na mão. Eu realmente espero que este limite não nos imponham em nenhuma circunstância. Mas o mundo faz um tipo difícil de engolir. Não é muito bom, nem muito bonito. E saiba: ser injustiçado faz parte. A sociedade é cruel e tem lá suas armadilhas quase invisíveis, de consumo, de medo, de solidão. É bem como se diz: a cidade te engole. A vida, dolorida, amargurada, confusa, te faz temer o dia de amanhã. E te soterra com pedaços de mágoa passada, amor-próprio ferido, saudade, desespero. A vida te soterra, sendo você um bom garoto ou não. E, por favor, não tente ser perfeito. E saiba que em algum momento todos enlouquecem. Cuide para que não seja irreversível. Não é nada fácil ser fiel a si mesmo, mas talvez seja a maneira mais confiável para preservar a liberdade, ao menos. Somos cercados por rotina, trabalho e desejo - nem todos confessáveis, nem todos possíveis. E há bastante dificuldade invencível ao redor. Mas há um jeito de sorrir enquanto isso: valorizar o que se tem nas mãos é uma arte. Não rende louros de fama, sucesso e dinheiro, mas faz com que não morra aquela vontade necessária de levantar da cama a cada manhã. Arte nascida na crise, arte dos fortes e dos que não têm mesmo muita escolha. Arte para que as olheiras sejam menores e para que o sofrer não nos engula de uma só vez. É só na marra que se aprende a comer pelas beiradas. Tente. Não queime a língua, e curta o sabor. É o jeito.
Fonte: http://pequenorascunho.blogspot.com/2011/04/comendo-pelas-beiradas.html
Fonte: http://pequenorascunho.blogspot.com/2011/04/comendo-pelas-beiradas.html
quarta-feira, 22 de junho de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
viver
Penso tanto que até canso. Queria me preocupar menos. Mentira, não queria, só queria guardar menos as coisas ruins, e me preocupar sim, mas com o necessário apenas.
Queria gastar melhor minha energia, meu tempo e meu dinheiro.
Queria praticar esportes, mas me incomoda o dilema de que um esporte regular tomaria o meu tempo de estudar. Acabo fazendo um muito mal e não fazendo o outro.
Queria ter o poder de controlar a mim mesma e a minha concentração, pra que eu não acabasse fazendo coisas que não devo, como escrever num blog ao invés de estudar.
Queria a tranquilidade de viver, e não pensar o tempo todo em como poderia ser a vida.
Queria gastar melhor minha energia, meu tempo e meu dinheiro.
Queria praticar esportes, mas me incomoda o dilema de que um esporte regular tomaria o meu tempo de estudar. Acabo fazendo um muito mal e não fazendo o outro.
Queria ter o poder de controlar a mim mesma e a minha concentração, pra que eu não acabasse fazendo coisas que não devo, como escrever num blog ao invés de estudar.
Queria a tranquilidade de viver, e não pensar o tempo todo em como poderia ser a vida.
tempo
Antes de mais nada constato que faz mais ou menos 5 meses que entrei aqui pela última vez. E que talvez eu tenha demorado mais ou menos esse tempo todo pra me recuperar de certas feridas (se é que me recuperei, ao menos me parece que sim).
Isso me faz pensar no tempo, em como ele é relativo. Pensei nesses 5 meses, e a primeira sensação é de que parecia mais. Quando não estamos exatamente bem, talvez o tempo pareça passar mais devagar. Mas... 5 meses! Tanto tempo, meses! Que ao mesmo são tão pouco pra curar uma mágoa.
Não estou em contradição. É assim mesmo, não dá pra avaliar se é pouco ou é muito. Nem se é suficiente. Acho que é suficiente quando a gente esquece, ou talvez não esqueça mesmo, apenas deixe de lado, naquele fundo de armário que a gente nunca mexe.
Eu ainda chego lá.
Isso me faz pensar no tempo, em como ele é relativo. Pensei nesses 5 meses, e a primeira sensação é de que parecia mais. Quando não estamos exatamente bem, talvez o tempo pareça passar mais devagar. Mas... 5 meses! Tanto tempo, meses! Que ao mesmo são tão pouco pra curar uma mágoa.
Não estou em contradição. É assim mesmo, não dá pra avaliar se é pouco ou é muito. Nem se é suficiente. Acho que é suficiente quando a gente esquece, ou talvez não esqueça mesmo, apenas deixe de lado, naquele fundo de armário que a gente nunca mexe.
Eu ainda chego lá.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Não estava com saudades daqui
Pois é, não estava com saudades daqui e por um tempo pensei que este era um espaço que podia estar aposentado...
Pois é... amargo engano!
Minha inquietude chegou em um ponto em que eu não sei mais explicar
Parece que eu podia pressentir, sentir que havia algo errado
Parece o pior momento de todos
Tão ruim que me deixa em choque, sem reação
Não estou mais aflita
Acho que posso falar em frustração concreta
Eu nunca tinha chorado de soluçar andando na rua,
Chorar só de pensar nas situações
Aquele choro doído, de sofrimento
Tem horas que eu me concentro em alguma coisa
E pareço esquecer
Mas é voltar a pensar
E uma dor me acomete
Sofrimento, dor, choro
Distribuídos entre as horas de trabalho, alimentação
E conversas sobre amenidades
Saber que se está sofrendo é ter uma notícia boa em meio a isso tudo
E não conseguir se sentir exatamente feliz
Eu não preciso disso
Eu não queria isso
Eu não causei isso
Só fui atrás do que não necessariamente deveria
E acabei encontrando
Eu escuto de alguém "sua tempestade está começando a passar"
Verdade
Uma tempestade está passando, mas começa um terremoto.
Pois é... amargo engano!
Minha inquietude chegou em um ponto em que eu não sei mais explicar
Parece que eu podia pressentir, sentir que havia algo errado
Parece o pior momento de todos
Tão ruim que me deixa em choque, sem reação
Não estou mais aflita
Acho que posso falar em frustração concreta
Eu nunca tinha chorado de soluçar andando na rua,
Chorar só de pensar nas situações
Aquele choro doído, de sofrimento
Tem horas que eu me concentro em alguma coisa
E pareço esquecer
Mas é voltar a pensar
E uma dor me acomete
Sofrimento, dor, choro
Distribuídos entre as horas de trabalho, alimentação
E conversas sobre amenidades
Saber que se está sofrendo é ter uma notícia boa em meio a isso tudo
E não conseguir se sentir exatamente feliz
Eu não preciso disso
Eu não queria isso
Eu não causei isso
Só fui atrás do que não necessariamente deveria
E acabei encontrando
Eu escuto de alguém "sua tempestade está começando a passar"
Verdade
Uma tempestade está passando, mas começa um terremoto.
sexta-feira, 26 de março de 2010
cansaço faz mal
fiquei pensando que cansaço, além de contribuir para a "irritabilidade no talo", acaba quebrando as defesas para entrada de caraminholas na cabeça.
quero descanso e sossego mental. dormir faz bem, trabalhar demais faz mal e cansaço termina em ciúmes infundado (?) (é, tem algo estraho na equação haha)
vou dormir pra ver se a cabeça volta ao eixo (se é que tem eixo)
quero descanso e sossego mental. dormir faz bem, trabalhar demais faz mal e cansaço termina em ciúmes infundado (?) (é, tem algo estraho na equação haha)
vou dormir pra ver se a cabeça volta ao eixo (se é que tem eixo)
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